Ao procurar uma assessoria de investimentos, é natural que a atenção esteja voltada para a experiência do assessor, para a qualidade das recomendações e para os resultados esperados. Mas há um detalhe que molda toda essa relação e que, muitas vezes, passa despercebido: como o assessor é remunerado. Entender esse ponto antes de escolher sua assessoria é essencial para construir uma relação de confiança e alinhamento de interesses.
O que é o modelo comissionado?
O modelo comissionado é o mais tradicional no mercado brasileiro. Nele, o assessor recebe uma comissão sobre os produtos que o cliente contrata, como fundos de investimento, previdência privada ou títulos específicos. Essa comissão costuma vir de parte da receita gerada pela corretora ou pelo emissor do produto, e varia conforme a alocação escolhida. Isso significa que produtos diferentes podem gerar remunerações diferentes para o mesmo assessor, o que exige transparência redobrada na forma como as recomendações são apresentadas.
O que é o modelo Fee Based?
O Fee Based, por sua vez, é um modelo em que cliente e assessoria combinam uma taxa fixa e recorrente, calculada sobre o patrimônio assessorado, independentemente dos produtos escolhidos dentro da carteira. Na prática, isso significa que a remuneração do assessor deixa de depender de qual investimento específico é recomendado. O interesse dele passa a ser o mesmo do cliente: o crescimento saudável do patrimônio ao longo do tempo.
Principais diferenças entre os dois modelos
Colocando os dois modelos lado a lado, algumas diferenças se destacam. Em termos de alinhamento de interesses, no Fee Based o assessor não ganha mais nem menos por recomendar um produto específico, o que reduz naturalmente qualquer conflito. Já no modelo comissionado, esse cuidado depende da postura ética e da transparência do profissional e do escritório. Em termos de previsibilidade, a taxa fixa do Fee Based facilita o planejamento tanto para o cliente quanto para a assessoria, enquanto a comissão pode variar conforme os movimentos da carteira. E, em qualquer um dos dois modelos, a transparência é um direito do cliente: perguntar diretamente como o assessor é remunerado é uma pergunta legítima, e uma boa assessoria nunca hesita em responder com clareza.
Por que a Ibéria dá atenção especial ao Fee Based
Na Ibéria, atuamos com diferentes formas de remuneração, sempre com transparência. Mas temos atenção especial ao modelo Fee Based, por acreditarmos em seu potencial de alinhar nossos interesses aos interesses de quem confia sua carteira à nossa assessoria. Isso não significa que outros modelos estejam errados. Significa que, na nossa visão, o Fee Based reforça exatamente o tipo de relação de longo prazo que buscamos construir com cada cliente: próxima, transparente e comprometida com resultados reais.